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Dicas de Saúde


Categoria: Notícias
17 agosto
Exercício Físico
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Há muitos anos, literalmente há milênios, médicos recomendam exercícios físicos. Mas, objetivamente, faz 60 anos que a medicina e outras áreas relacionadas à saúde vêm demonstrando cientificamente os benefícios de uma vida ativa. Atualmente, o papel do exercício físico tanto na prevenção de doenças, assim como no seu tratamento, tem sido amplamente demonstrado através de estudos nessa área.   

O aumento na renda, a industrialização e globalização têm ocasionado mudanças econômicas e sociais favoráveis no Brasil. Entretanto, observa-se também um aumento no consumo de alimentos não saudáveis e da inatividade física. A prevalência de homens com sobrepeso no Brasil aumentou de 18,6% em 1974 para 50,1% em 2008 e de uma forma geral, em todo o mundo, o sedentarismo está presente em mais de 30% da população mundial, atingindo valores superiores a 50% em determinados países. A inatividade física aumenta com a idade e é mais frequente em mulheres do que nos homens.

Embora estejamos vivendo as emoções dos Jogos Olímpicos de Londres e na expectativa em sediar a próxima Copa do Mundo e as próximas Olimpíadas, devemos deixar claro que o esporte competitivo deve servir de incentivo para abandonarmos o sedentarismo e iniciarmos uma atividade física programada, mas não deve, a rigor, ser utilizado como modelo a ser seguido por todos. Esportes realizados nesse nível demandam uma equipe multiprofissional, muito tempo de treino e de recuperação, alimentação orientada por nutricionistas especializados e não devem ser estendidos para a população de uma forma geral.

É importante determinar algum tipo de limitação de ordem médica, principalmente de origem cardiovascular e ortopédica, que possam colocar em risco a pessoa que decide se exercitar de forma regular. Sendo assim, uma avaliação que chamamos de pré-participação, deve ser realizada visando identificar problemas muitas vezes ocultos, como a hipertensão arterial (pressão alta), arritmias cardíacas, obstrução ao fluxo nas artérias coronárias (risco de infarto), diabetes, assim como problemas ortopédicos que possam comprometer a progressão do treinamento, tais como forma de pisada que necessitem de correção e erros na execução do gesto esportivo.

Homens e mulheres de todas as idades, de qualquer grupo sócio-econômico ou étnico devem se exercitar pelo menos 150 minutos por semana, com uma atividade aeróbica de moderada intensidade, como uma caminhada rápida, por exemplo. Além disso, exercícios de fortalecimento muscular, assim como aqueles que melhorem a flexibilidade, também são recomendados.

Perfazendo esses 150 minutos, recomendam-se 30 minutos de exercícios, 5 dias/semana, com intensidade moderada, combinados com exercícios de musculação e flexibilidade.

Outra opção envolve a recomendação de exercícios de maior intensidade (vigorosos), 3 dias/semana, combinados com exercícios de musculação e flexibilidade.

Deve-se ficar claro que do ponto de vista de promoção de saúde, mesmo exercícios de baixa intensidade (leves) são capazes de gerar um grande impacto em aspectos relacionados à saúde pública, como melhor controle da pressão arterial, menor níveis de colesterol e glicose, por exemplo. Entretanto, devemos sempre fazer uma distinção entre pessoas que estão fisicamente ativas, daquelas que estão bem condicionadas e, portanto, com uma capacidade de execução de exercícios maior. Pessoas bem condicionadas necessitam de treinos mais longos e mais intensos para obterem essa condição física. É o que chamamos da relação dose-resposta ao exercício físico. Com base nesse conceito, um dado significativo, é que risco relativo de morte reduz em pessoas fisicamente ativas, mas pode reduzir ainda mais em pessoas com ótimo condicionamento físico.

Nesse ponto, vale uma importante colocação. Quem deseja participar de provas de corrida de 10km, 25km ou maratonas ou outros esportes competitivos devem se exercitar de forma diferenciada, com esse objetivo específico, muito diferente daquelas pessoas sedentárias que querem se tornar primeiramente fisicamente ativas, para só depois pensarem em melhorar o condicionamento físico a ponto de disputarem provas que requeiram melhor condicionamento. Seja qual for o objetivo a ser traçado, o sedentarismo sempre é a pior escolha.

Exercícios físicos devem ser incentivados desde a infância, sempre respeitando os limites de cada faixa etária. Não se deve estimular uma especialização precoce em determinada modalidade esportiva antes que se atinja uma maturidade no desenvolvimento motor, na coordenação, no equilíbrio e na força muscular. Sendo assim, crianças bem jovens devem ser estimuladas a se exercitarem de maneira menos competitiva e mais lúdica, com atividades em grupo e brincadeiras. Só mais tarde, exercícios físicos dentro de uma modalidade esportiva específica devem ofertados.

Exercícios físicos quando bem orientados podem ser praticados durante toda a vida, independente da idade, sempre respeitando os limites do corpo, as condições clínicas individuais e a aptidão física.

 Recomendaçōes publicados no site da SMEXE pelo Dr. Marconi Gomes da Silva

  

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